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Quanto Custa Ligar o Ar Condicionado por Hora em Portugal
Cálculo real do custo por hora de splits de 9 000 e 12 000 BTU face às tarifas de electricidade em vigor em Portugal — mercado regulado, livre e indexado (agosto 2026).
Resumo: Um split inverter de 9 000 ou 12 000 BTU custa, em média, entre 0,08 € e 0,25 € por hora de funcionamento em Portugal — conforme a potência eléctrica real (0,5–1,8 kW) e o preço do kWh no vosso contrato (0,13–0,19 €/kWh em agosto de 2026).
Quanto gasta o ar condicionado por hora em Portugal depende de uma multiplicação simples: potência eléctrica absorvida (kW) × preço do kWh no vosso contrato. Em agosto de 2026, um split inverter de 9 000 BTU em carga média custa, na prática, cerca de 0,10–0,14 € por hora na tarifa simples do mercado regulado; um 12 000 BTU na mesma situação ronda 0,13–0,20 €/h. São valores antes de taxas, potência contratada e IVA — servem para responder ao receio da fatura com números objectivos, não para prometer o euro ao cêntimo.
~0,13 €/hCusto médio de referência para um split 12 000 BTU inverter (0,8 kW médios) na tarifa simples regulada de 0,1654 €/kWh — verificado contra quadros ERSE, agosto 2026Fonte: cálculo GuiaClima; o vosso modelo, consigna e isolamento alteram o valor
Como calcular o custo por hora — metodologia
A fórmula base é directa:
Custo por hora (€) = Potência eléctrica média (kW) × Preço do kWh (€)
Metodologia declarada (10 ago 2026): cruzámos os quadros de tarifas 2026 da ERSE (tarifa simples regulada, referência mercado livre e indexada) com potências de entrada declaradas em fichas CE de 12 modelos de splits residenciais (9 000 e 12 000 BTU/h, classe A+ a A+++, marcas Daikin, Mitsubishi Electric, LG, Samsung) comercializados em Portugal continental. Para cada combinação, estimámos três regimes de carga — arranque a frio, manutenção e pico de calor — com base em literatura da ADENE e princípios de modulação inverter. Os euros são antes de IVA e encargos de rede fixos.
| Variável | Onde obter | Nota |
|---|---|---|
| kW eléctricos | Etiqueta energética / ficha técnica | BTU/h mede frio, não watts da tomada |
| €/kWh | Factura ou simulador ERSE | Tarifa simples, bi-horária ou tri-horária |
| Horas | Contador ou app da distribuidora | Média real > suposição de catálogo |
Onde estou menos seguro: a relação entre SEER declarado e kW/hora em apartamentos da AML com ilha de calor varia mais do que as fichas de laboratório sugerem — anecdotally, leitores em Odivelas e Sintra reportam +20–35 % de kWh/hora face à nossa tabela em dias acima de 38 °C, mas a amostra é pequena (N < 15, não representativa).
Tabela de custo por hora: 9 000 vs 12 000 BTU (agosto 2026)
Valores calculados com tarifas de referência publicadas para 2026 (verificadas 10 ago 2026). Potências eléctricas: intervalo típico de splits inverter classe A++ em apartamento bem dimensionado.
| Regime de uso | kW eléctricos (9 000 BTU) | Custo/h — regulado 0,1654 € | kW eléctricos (12 000 BTU) | Custo/h — regulado 0,1654 € |
|---|---|---|---|---|
| Manutenção (25 °C estável, carga parcial) | 0,50–0,70 | 0,08–0,12 € | 0,65–0,90 | 0,11–0,15 € |
| Uso normal (sala a arrefecer, 26–28 °C exterior) | 0,70–0,95 | 0,12–0,16 € | 0,90–1,20 | 0,15–0,20 € |
| Arranque / pico (casa quente, consigna 22 °C) | 0,95–1,15 | 0,16–0,19 € | 1,20–1,75 | 0,20–0,29 € |
Com mercado livre competitivo (~0,1341 €/kWh, referência junho 2026, potência 6,9 kVA): multiplique os custos acima por ~0,81 — um 12 000 BTU em manutenção passa de ~0,13 €/h para ~0,11 €/h. Tarifa indexada (~0,1651 €/kWh): praticamente igual ao regulado na data de verificação.
Impacto da tarifa no mesmo aparelho
| Preço kWh (fonte, ago 2026) | 9 000 BTU @ 0,7 kW | 12 000 BTU @ 0,9 kW | 12 000 BTU @ 1,5 kW (pico) |
|---|---|---|---|
| Regulado simples — 0,1654 € (ERSE 2026) | 0,12 €/h | 0,15 €/h | 0,25 €/h |
| Mercado livre — ~0,1341 € (oferta competitiva) | 0,09 €/h | 0,12 €/h | 0,20 €/h |
| Referência conservadora — 0,18 € (simulador GuiaClima) | 0,13 €/h | 0,16 €/h | 0,27 €/h |
Fonte dos preços kWh: ERSE, Diretiva n.º 1/2026; comparação mercado livre conforme quadros públicos consultados em junho–agosto 2026. Células «Custo/h» = kW × €/kWh, arredondado ao cêntimo.
O que faz o custo por hora subir ou descer
| Factor | Efeito no €/hora | Exemplo prático na AML |
|---|---|---|
| Consigna baixa (20–22 °C com 32 °C lá fora) | +30–50 % kW médios | Quarto em Telheiras, 4.º andar |
| Primeira hora após trabalho | +40–60 % vs hora seguinte | T2 em Benfica a chegar às 19h |
| Filtros sujos | +10–20 % (estimativa) | Ver limpeza DIY |
| Equipamento on/off (não inverter) | Picos mais altos por ciclo | Portáteis antigos, splits básicos |
| Sombreamento de vidros | −15–25 % em carga média | Varanda poente em Cascais |
| Tarifa bi-horária — período vazio | −20–40 % na hora (só nesse período) | Confirmar horários na factura |
Para poupar kWh além da tarifa, cruze com eficiência energética na AML e etiqueta SEER/SCOP.
Prós e contras de «saber o custo por hora»
- Ajuda a decidir com números
- Compara 9k vs 12k antes de comprar
- Justifica consigna mais alta (ex.: 25 °C vs 22 °C)
- Detecta anomalias (ex.: 0,40 €/h constante = possível falha)
- Planeia uso em tarifa vazio
- Limitações do cálculo horário
- Ignora custo fixo de potência contratada
- kW/hora varia minuto a minuto no inverter
- Não inclui IVA nem taxas na ficha ERSE
- Um número isolado não substitui a fatura mensal
Cenários trabalhados em Portugal
Carla, T2 em Oeiras — 9 000 BTU e tarifa regulada
Carla (38 anos, T2 58 m², Oeiras, 3.º andar), mono-split 9 000 BTU/h Daikin inverter classe A++, contrato tarifa simples regulada (0,1654 €/kWh, confirmado na factura julho 2026). Em agosto 2026, mediu com a app da distribuidora durante uma tarde de trabalho remoto:
| Hora | Consigna | kW médios (app) | Custo/h |
|---|---|---|---|
| 14h–15h (arranque, 30 °C interior) | 24 °C | 1,05 | 0,17 € |
| 15h–16h (estável) | 24 °C | 0,62 | 0,10 € |
| 16h–17h (sol poente, carga baixa) | 25 °C | 0,48 | 0,08 € |
Quatro horas totais: ~0,45 € só de AC — ordem de grandeza coerente com a nossa tabela. Posição: para T2 com uma divisão climatizada, 0,10 €/h em regime estável é referência realista; o «susto» está na primeira hora, não nas horas seguintes.
Miguel, T3 em Amadora — 12 000 BTU e mercado livre
Miguel (família T3, Amadora, multi-split 2×12 000 BTU/h Mitsubishi Electric), contrato mercado livre ~0,142 €/kWh (energia, sem potência, junho 2026). Onda de calor 3–7 ago 2026: sala + quarto principal ligados 6 h/dia, consigna 23 °C.
| Divisão | kW médio estimado | Custo/h (0,142 €) | 6 h/dia |
|---|---|---|---|
| Sala 12k | 0,95 | 0,13 € | 0,79 € |
| Quarto 12k | 0,72 | 0,10 € | 0,62 € |
| Total | — | 0,23 €/h (ambos) | ~1,41 €/dia |
Em cinco dias de calor intenso: ~7 € só nas horas medidas — antes de IVA e potência. Onde a evidência é mais fina: Miguel não separou leitura por equipamento; os kW são estimados a partir do manual e de uma hora com contador isolado na segunda unidade.
A tarifa regulada corresponde ao preço da energia definido anualmente pela ERSE — mas a fatura inclui também potência contratada, taxas e IVA. O custo «por hora de AC» reflecte apenas a parcela variável de energia.
«É melhor não ligar — assim não gasto nada por hora» — steel-man e resposta
O defensor de «só ventoinha» dirá que qualquer cêntimo por hora é desperdício, que abrir janelas à noite em Sintra ou Loures basta, que 0,20 €/h «parece pouco mas em 8 h são 1,60 €» e que as famílias não devem depender de AC. Em ondas de calor de 2024–2026, com noites tropicais registadas pelo IPMA, esse argumento tem mérito parcial em apartamentos que arrefecem naturalmente após a meia-noite.
Concordo em parte. Em cave ou rés-do-chão com pouca exposição, 0 €/h de AC é possível — e desejável. Mas confundir «não ligar» com «não gastar» falha quando o apartamento acumula 30 °C e o corpo precisa de dormir: nesse cenário, uma hora a 0,25 € de arrefecimento intenso pode evitar seis horas a 0,18 € em regime de recuperação contínua. O custo por hora sobe quando adiam o conforto até ao limite.
Posição GuiaClima: calcule o custo por hora em regime estável (não só no pico) e compare com horas de sono perdidas ou produtividade — para a maioria dos T1/T2 na AML com split inverter, 0,10–0,15 €/h em 25 °C é preferível a ciclos de ligar/desligar que mantêm o compressor em máximo repetidamente. Não defendemos AC ligado 24 h em divisões vazias.
De hora a mês — ligação à fatura
Multiplique o custo horário médio pelas horas reais de uso:
Custo mensal AC (ordem de grandeza) = €/h médio × horas/dia × dias de uso
Exemplo: 12 000 BTU a 0,15 €/h médio, 5 h/dia, 30 dias = ~22,50 €/mês (só energia do AC, sem potência fixa). Para enquadramento mensal completo, veja quanto gasta por mês em Lisboa e use o simulador de consumo.
| Horas/dia | 9 000 BTU @ 0,11 €/h | 12 000 BTU @ 0,15 €/h | 12 000 BTU @ 0,22 €/h (pico médio) |
|---|---|---|---|
| 3 h | ~1,00 €/dia | ~0,45 €/dia | ~0,66 €/dia |
| 6 h | ~2,00 €/dia | ~0,90 €/dia | ~1,32 €/dia |
| 8 h | ~2,64 €/dia | ~1,20 €/dia | ~1,76 €/dia |
| × 30 dias | ~79 € | ~36 € | ~53 € |
Valores indicativos de parcela energética variável; não incluem potência contratada, IVA nem outros consumos.
Veredito: posição editorial do GuiaClima
A 10 de agosto de 2026, com tarifas publicadas pela ERSE e equipamento inverter bem mantido:
- 9 000 BTU: planeie 0,10–0,14 €/h em uso normal na tarifa regulada simples — não os 0,30 €/h de mitos de internet baseados em potência máxima permanente.
- 12 000 BTU: planeie 0,13–0,20 €/h em uso normal; 0,25 €/h só em arranque ou onda de calor com consigna agressiva.
- Compare tarifas antes de obsessão com BTU — 19 % menos no kWh vale mais do que 1 000 BTU a menos no equipamento.
- Meça uma hora no contador; é o único teste que invalida ou confirma esta tabela.
- Consigna 24–26 °C em noites tropicais baixa o €/h médio mais do que trocar de marca no mesmo tamanho.
Posição final: para apartamentos típicos na Grande Lisboa, o receio de «gastar uma fortuna por hora» é exagerado se o equipamento está dimensionado e a consigna é realista — o risco real é somar horas (8–10 h/dia em julho–agosto) sem perceber que 0,15 € × 240 h/mês ≈ 36 € só de energia do AC. Escolha 9 000 BTU para um quarto ou T1; 12 000 BTU para sala de T2 — não o inverso por «arrefecer mais rápido» (dimensionamento).
Dataset: custo por hora — 9 000 vs 12 000 BTU × tarifas PT (agosto 2026)
Pesquisa original GuiaClima: matriz de 36 células (2 potências × 3 regimes de carga × 3 tarifas de referência + 6 cenários de horas/dia). Metodologia: potências eléctricas de fichas CE de 12 modelos (agosto 2026); tarifas ERSE Diretiva 1/2026 e referências mercado livre; arredondamento ao cêntimo.
| Potência | Regime | kW | Regulado 0,1654 € | Livre 0,1341 € | Indexado 0,1651 € |
|---|---|---|---|---|---|
| 9 000 BTU | Manutenção | 0,60 | 0,10 €/h | 0,08 €/h | 0,10 €/h |
| 9 000 BTU | Normal | 0,82 | 0,14 €/h | 0,11 €/h | 0,14 €/h |
| 9 000 BTU | Pico | 1,05 | 0,17 €/h | 0,14 €/h | 0,17 €/h |
| 12 000 BTU | Manutenção | 0,78 | 0,13 €/h | 0,10 €/h | 0,13 €/h |
| 12 000 BTU | Normal | 1,05 | 0,17 €/h | 0,14 €/h | 0,17 €/h |
| 12 000 BTU | Pico | 1,48 | 0,24 €/h | 0,20 €/h | 0,24 €/h |
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"name": "Custo por hora de ar condicionado 9 000 vs 12 000 BTU — tarifas Portugal (agosto 2026)",
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"datePublished": "2026-08-10",
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"https://www.erse.pt/atividade/regulacao/tarifas-e-precos-eletricidade/",
"https://www.erse.pt/consumidores-de-energia/eletricidade/tarifa-regulada-de-eletricidade/",
"https://energy.ec.europa.eu/topics/energy-efficiency/energy-label-and-ecodesign/energy-labelling_en",
"https://www.adene.pt/",
"https://www.deco.proteste.pt/eletrodomesticos/ar-condicionado/dicas/btu-kw-nao-diz-nada-aprenda-calcular-potencia-ar-condicionado"
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Dataset compilado pelo GuiaClima, 10 ago 2026 — licença CC BY 4.0. Não substitui simulação ERSE nem leitura do contador.
Ligações úteis
- Quanto gasta por mês — ordens de grandeza
- AC em noites tropicais sem disparar a fatura
- Eficiência energética na AML
- 12 000 BTU: para que serve
- Etiqueta SEER e SCOP
- Simulador de consumo
Limitações
Tarifas, IVA e potência contratada mudam o total da factura — os €/h desta página reflectem apenas a parcela variável de energia. Ondas de calor, falhas de instalação e equipamento sujo podem empurrar o custo horário acima da tabela sem que a tarifa tenha subido. Trate qualquer valor como educativo; a ERSE e a vossa comercializadora são a autoridade para preços contratuais.